O PDF A-1 como meio de preservação de documentos electrónicos a longo prazo 



 
 
 

 
 

 
 

A criação e a conversão de documentos em formato digital têm colocado, nos últimos anos, diversas questões no seio do mundo da informação, especialmente no que concerne à preservação de longo prazo. Como é que podemos garantir que um documento nado-digital ou digitalizado será correctamente visualizado (isto é, tal como foi originalmente criado) dentro de 20 ou 30 anos? De facto, há que reconhecer que o ritmo de obsolescência das novas tecnologias de informação e comunicação impôs uma ruptura relativamente a outros suportes não informáticos, como o papel e o microfilme, em que a inteligibilidade da informação, do ponto de vista intelectual, pode estar apenas dependente da capacidade interpretativa humana e de tecnologia totalmente analógica.

Todavia, também é consabido que os suportes clássicos constituem um obstáculo ao acesso remoto à informação e que o uso e abuso do papel têm dificultado a sã gestão arquivística. Tendo em conta esses senãos, a aceitação e utilização de suportes digitais com fins de arquivo de longa duração têm sido graduais, havendo, ainda assim, consensos positivos em torno de determinados formatos, como é o caso do TIFF (ou TIF), que, com uma estrutura bastante estável, oferece garantias de reprodutibilidade a longo prazo. Podemos acrescentar às vantagens do formato TIFF a característica de ser mais facilmente transmissível do que os suportes analógicos, mas não é, por exemplo, intrinsecamente pesquisável e os ficheiros podem apresentar tamanhos pouco compatíveis com a rápida transferência electrónica de informação...

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Junho/2007